terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Eloy Fritsch - Sailing to the Edge [2017]

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Por Eloy Fritsch em Tratore

Todos os elementos da música de Eloy Fritsch estão presentes neste décimo primeiro álbum de sua carreira: timbres provenientes de sintetizadores, lindas melodias, passagens majestosas e energéticas, ritmos com bateria, percussão e orquestração eletrônica em larga escala.


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Cosmonaut Fuzz [2017]

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Não é difícil encontrar bandas com a temática voltada ao sci-fi ou que se inspiraram nela para criar sua música, temos alguns bons exemplos disso ao longo dos anos, e mais recentemente, a Vinnum Sabbathi e a Spaceslug utilizaram bem essa fonte de inspiração, sendo responsáveis por dois dos álbuns mais elogiados do ano até o momento. A Cosmonaut Fuzz, idealizada pelo Adriano Alves, também tem como inspiração a temática sci-fi e com seu álbum de estréia auto intitulado, cria uma jornada pelo cosmos e espaço que chega como uma nova opção para aqueles que apreciam esse tipo de abordagem.

Adriano que carrega o interesse pela temática desde a Netuno Doom, introduz com a Cosmonaut Fuzz uma abordagem exclusivamente instrumental na qual Doom, Stoner e Space são unidos em grande harmonia. O álbum é composto por cinco faixas marcadas pelo andamento arrastado e denso, que em diversos momentos cede espaço para solos de guitarra cósmicos que se destacam no álbum.

“Voyager and Jupiter” e “Mars, The Future and the Past” passam com clareza a proposta da banda e nos situam dentro da atmosfera do álbum. As faixas passam por transições que possuem a característica de criar uma sensação de imersão notória, além de impedir que o ritmo fique exaustivo. “Rings of Saturn” tem um efeito imediato e direto, desde o início fica claro se tratar de uma faixa com atmosfera mais carregada e sombria, guiada por riffs densos e ritmo forte. “Black Holes Collide” mantém a estabilidade e um tom similar ao encontrado nas duas primeiras faixas, conseguindo criar um equilíbrio entre as passagens mais pesadas e a suavidade que fica em evidência principalmente na parte final da faixa. “Cosmos is God” é a faixa mais singular do álbum, dona de uma atmosfera única e melodias tocantes que ecoam dentro de cada canto da mente e te fazem se envolver profundamente com o tom imersivo que possui.

A Cosmonaut Fuzz em seu debut conseguiu criar algo de fácil assimilação, a abordagem da banda é bem definida e não sofre com variáveis que por vezes acabam descaracterizando o álbum em seu percurso. E mesmo na “Cosmos is God” que possui um tom mais diferenciado que as demais faixas, a banda mantém a presença de aspectos que foram marcantes ao longo do álbum. Trilha sonora garantida para sua próxima odisséia, dê o play e boa viagem.


1 - Voyager and Jupiter
2 - Mars, the Future and the Past
3 - Rings of Saturn
4 - Black Holes Collide
5 - Cosmos is God


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Edoras - Lands of Shadows [2015]



Dungeon Synth é um gênero de música caracterizado por seu forte uso de atmosfera e melodia para criar uma realidade sonora geralmente pertencente, em conceito, aos períodos fantásticos ou históricos. O gênero atrai a influência do gênero dark ambient, enquanto abrange estruturas musicais que são encontradas na música medieval e folclórica.

No Brasil o dungeon synth tem Edoras como banda representante, que usa do universo de J. R. R. Tolkien (Senhor dos Anéis, Hobbit) para criar suas composições. Wogharod é o nome da mente criativa desse projeto de banda de um homem só.


1 Angmar
2 Plateau Of Gorgoroth
3 Gates Of Mordor
4 Mordor
5 Shelob's Lair
6 Isengard



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Hyldon ‎- Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda [1975]

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Por Paulo Rezende em 45 rpm

Uma das mais belas criações musicais em terras tupiniquins, é como posso definir esse álbum tão maravilhoso. Hyldon fora uma das maiores referencias nacionais para influenciar o Soul/Funk no país.

“Na rua, Na chuva, Na Fazenda” fora o álbum inaugural do cantor, compositor, produtor e instrumentista baiano. Lançado em 1975 pela gravadora Polydor, é considerado um divisor de águas para música negra, se tornando um clássico brasileiro. Juntamente com Cassiano e Tim Maia, Hyldon se tornou um dos percussores do estilo Soul Music no Brasil.

O disco possui inúmeros sucessos, muito bem gravados e que passou por inúmeras regravações de outros artistas. Faixas como “Na Sombra de Uma Árvore”, “Vamos Passear de Bicicleta” e “Acontecimento” gravados por Marisa Monte, “As Dores do Mundo” e “Sábado e Domingo” gravadas por Jota Quest e a faixa título “Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Casinha de Sapê)” por Kid Abelha.

Deixando as histórias e regravações de lado, eu quero chamar atenção para um ponto especifico nesse álbum: Técnica!

Não podemos deixar de mencionar o quão incrível tecnicamente é o álbum “Na rua, Na chuva, Na Fazenda”. Um disco conceitual que além de trazer toda a raiz do Soul/Funk traz elementos do Jazz sutilmente fundidos nas músicas dando uma sofisticação diferente dos discos produzidos na década de 70 aqui no Brasil.

É preciso entender também o tamanho do impacto cultural que Hyldon e seu disco inicial fez para o Brasil. As pessoas nascidas após os anos 90 talvez não conheça, mas esse disco foi muito bem recebido pelo grande público e tocou quase todas as faixas nas rádios sendo muito bem pedidas. Grandes filmes do âmbito nacional usaram das músicas de Hyldon como Carandiru, Durval Discos, O Homem do Ano, Antônia e Cidade de Deus. Usadas em músicas de Rap nacional como MV Bill e Nega Gizza.


A1 Guitarras, Violinos E Instrumentos De Samba
A2 Na Sombra De Uma Árvore
A3 Vamos Passear De Bicicleta?
A4 Acontecimento
A5 Vida Engraçada
A6 As Dores Do Mundo

B1 Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha De Sapê)
B2 Sábado E Domingo
B3 Eleonora
B4 Balanço Do Violão
B5 Quando A Noite Vem
B6 Meu Patuá

sábado, 4 de novembro de 2017

Gerson King Combo - Volume II [1978]

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Por Charles Gavin na contracapa da reedição de 2001

Após o sucesso do primeiro disco, Gerson Combo, o rei do suingue, investe em uma sonoridade mais próxima ao r&b e lança o segundo disco: "Gerson King Combo Vol II", Polydor [1978]. A consciência negra e a liberdade de expressão continuam presentes em sua letas, mas o grande mestre do funk brasileiro procura também o humor e o romance para escrever canções que se tornariam obrigatórias nos toca-discos dos dj's nos anos seguintes.

A1 Pro Que Der e Vier
A2 Hey, Você
A3 Funk Brother Soul
A4 E Moisés Falou
A5 Meu Nome e...
B1 Na Trilha Do Coração
B2 E Melhor Pra Nós Dois
B3 Good Bye
B4 Tenho Um Vulcão Dentro De Mim
B5 Por Isso Vou Te Amando
B6 Aquela Brincadeira

sábado, 28 de outubro de 2017

Carlos Dafé - Pra Que Vou Recordar [1977]

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Por Vitor Ranieri em Soul Art

“Os ensaios, rangos e bauretes na Seroma não paravam de receber convidados. Muitos músicos nem faziam parte da banda, apareciam só pelo prazer de tocar e aprender com bons músicos. Um dos mais freqüentes era um pretinho magrinho de Vigário Geral, todo bonitinho, que tocava piano, baixo e órgão, além de compor e cantar muito bem. Com 20 anos, Carlos Dafé tinha sido fuzileiro naval, isto é, da banda dos Fuzileiros Navais, e depois de dar baixa formou o conjunto Fuzi-9, que o levou aos Estados Unidos e ao Caribe tocando em um navio. Na volta, gravou um compacto na Philips, na onda do soul. O disco não chegou a acontecer, mas, levado pelo divulgador Paulo Murilo, chegou às mãos e aos ouvidos de seu ídolo Tim Maia, que gostou muito do seu som e mandou chamá-lo.

A primeira visão que Dafé teve de Tim foi assustadora. Ele estava hospedado em um hotel no Lido, ponto de putas em Copacabana, e o recebeu completamente nu, felizmente debaixo de um cobertor com Janete. Ofereceu um uísque e disse que ficasse à vontade, estava contratado. No dia seguinte, Dafé já estava torrando bauretes e tocando entre as feras da Seroma — as musicais e as caninas.”

A apresentação acima faz parte do livro Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia, escrito pelo jornalista e produtor bem relacionado, Nelson Motta, e narra o início da carreira do soul man Carlos Dafé, até seu encontro decisivo com Tim. Se não bastasse ter o Síndico como padrinho, vale lembrar que Dafé, apelidado pelo autor do livro como Príncipe do Soul, teve uma breve passagem também pela banda Abolição, liderada por Dom Salvador, antes dos fatos acima citados. É fraco o rapaz?


O disco Pra que vou recordar, de 1977, foi a estreia de Carlos Dafé em um cenário esquentado pelo movimento Black Rio, e chegou a vender quase 250 mil cópias na época. Suas principais canções estão nesse registro, e podemos encontrar referências de algumas delas em músicas de Seu Jorge, Sabotage e Rappin Hood. Assim como Hyldon, Cassiano, Gerson King Combo, e tantos outros, Carlos Dafé não teve nas décadas seguintes o devido reconhecimento por seu talento, seguindo a sina do soul man brasileiro. Constantemente é visto dando uma palinha nos shows do Instituto, além de ter participado de algumas apresentações internacionais ao lado do carioca Arthur Verocai. Entenda o porquê.


A1 De Alegria Raiou O Dia
(Carlos Dafé, Mita)
A2 Tudo Era Lindo
(Carlos Dafé, Jomari)
A3 A Cruz
(Carlos Dafé, Tánia Maria Reis)
A4 Hello Mr. Wonder
(Carlos Dafé, Claudio Stevenson, Luiz Carlos Dos Santos)

B1 Bem Querer
(Carlos Dafé, Lucio Flavio, Tião Da Vila)
B2 Pra Que Vou Recordar O Que Chorei
(Carlos Dafé)
B3 Zé Marmita
(Carlos Dafé, Vandenberg)
B4 Bichos E Crianças
(Carlos Dafé, Marilda Barcelos)
B5 O Metrô
(Carlos Dafé, Lucio Flavio, Oberdan)


domingo, 1 de outubro de 2017

Acidogroove [2016]

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Por Jessica de Paula em Mineira Sem Freio

O álbum conta com 8 faixas que trafegam entre o indie, o grunge e o rock alternativo e gravado nos estúdios da Sapólio Radio, produtora idealizada por Guilherme Diamantino e Frederico Laterza no ano de 2005 e fundada em 2010 aqui em Uberaba. E delícia das delícias: a mídia física escolhida para o álbum é o bom e velho vinil. Só orgulho esse povo me dá ♥ ♥ ♥.


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Augustine Azul - Lombramorfose [2016]

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Por Guilherme Espir em La Parola


Vencer no cenário underground é o que diferencia os “homens” dos “meninos”.

Turnês na lombra de uma van, atravessando os estados a torto e a direito, significam noites mal dormidas para ganhar tempo no velocímetro. Perrengues de praxe com o carro, pouca verba para laricar… Esses são apenas alguns dos problemas enfrentados por quem almeja chegar e conquistar o grande público.

E é justamente desse cenário instável que surge, na cáustica João Pessoa, uma das bandas mais coesas, ainda que não tão conhecida, do cenário instrumental nacional: a Augustine Azul. Trio Progressivo bem grooveado na psicodelia, formado em 2014 pelos músicos locais: João Yor (guitarra), Jonathan Beltrão (baixo) e Edgard Júnior (bateria).

Lombramorfose foi gravado e produzido pelo próprio trio, no Estúdio Peixe Boi, tradicional espaço da cena Paraibana. O sucessor do primeiro EP homônimo da banda lançado em 2015, não só chega sustentando a química kamikaze do trabalho anterior, como ainda eleva o padrão técnico das composições e ganha projeção mundial com o apoio da More Fuzz Records – selo da More Fuzz, talvez o site mais conceituado quando o assunto é a cena gringa de Stoner-Sludge.

É como o João Yor (guitarra) explica:

“As composições foram tomando forma naturalmente, basicamente no mesmo processo em que estávamos compondo na época do EP, a maior diferença desses dois materiais foi o tempo disponível que a gente tinha e a qualidade dos recursos”. 

Com uma estrutura bem montada, composições com espaço para mais experimentos e improvisações, doses de Hard, Funk e Blues embebidos em timbragens Stoner, a Augustine Azul promove uma mescla de sons cheia de sentimento, versatilidade e criatividade, resultado difícil de alcançar, mas que após escutarmos o disco, parece fácil e óbvio.

domingo, 10 de setembro de 2017

Bike - Em Busca da Viagem Eterna [2017]

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Por Alejandro Mercado em A Escotilha


A BIKE retorna com seu segundo álbum, Em Busca da Viagem Eterna, oferecendo ao ouvinte um passeio onírico, um mergulho profundo e arraigado na psicodelia contemporânea brasileira. Bebendo em fontes tão plurais quanto a musicalidade permite, o grupo despeja riffs de forma quase celestial, optando por fazer uma experimentação menos enérgica e selvagem do rock psicodélico, mas, ainda assim, com uma estética sonora fortemente ligada ao imaginário do ritmo, que possui uma roupagem muito particular em terras brasileiras.

Lançando mão de músicas menos cruas ou caóticas e unindo com perfeição distorções e reverb, a BIKE impressiona com suas composições ricas que fogem ao exagero do virtuosismo, compondo faixas em que as texturas se entrelaçam e hipnotizam, acentuando a junção ímpar das harmonias vocais, linhas de baixo com grooves proeminentes e uma bateria certeira.

Faixas como “Enigma dos Doze Sapos”, que abre o álbum, e “A Montanha Sagrada” se transformam rapidamente em interpretações sonoras de um contato lisérgico com lugares mais interessantes que nossa realidade. Há tons épicos nesta segunda, que utiliza a narrativa musical como espécie de transe no ouvinte.

Um dos pontos mais curiosos e característicos deste novo disco é como ele é mais expansivo que o anterior, mesmo que essa expansividade se expresse através de arranjos mais sutis, sensíveis e sensuais. A banda, que participou do projeto Psicorixádelia produzido por A Escotilha, cria uma bagunça de sons que vão, a cada nova canção, desconstruindo e reconstruindo nossas impressões sobre o que seja essa nova cena psicodélica no Brasil. Trata-se menos de ser inovador e mais de ser imensuravelmente sensitivo.

Toda a força que o grupo já havia demonstrado em 1943 é amplificada com Em Busca da Viagem Eterna, um disco muito mais seguro e redondo que o anterior, e de tanta qualidade quanto. Se a eternidade era o resultado da viagem que a banda faz no álbum, ela tem sucesso sem sombra de dúvida, encadeando composições sonhadoras o bastante para serem a perfeita definição da proposta musical (e, obviamente, estética) dos integrantes.

Com tamanho talento, não é difícil entender o porquê o quarteto paulista, formado por Rafa Buletto, Daniel Fumegaladrão, Julito Cavalcante e Diego Xavier, atravessou o oceano para shows no exterior. Com tamanho talento e potencia, seria egoísmo guardar apenas para nós.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Bebeco Garcia - Me Chamam Curto Circuito [1999]

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Contanto com o acompanhamento do Bando de Ciganos, formado pelos músicos Egisto Dal Santo e Edinho Galhardi, e com a participação do filho de Bebeco, Pedro Garcia, na bateria. A produção ficou a cargo do próprio Egisto Dal Santo.

1. Um dia no futuro
2. Sala de espelhos
3. Eu sou um astronauta
4. Não chore por mim
5. Me chamam curto circuito
6. A vida é dura rapaz
7. Me mostre o seu sorriso
8. O maluco sou eu

domingo, 27 de agosto de 2017

Pepeu Gomes - Um Raio Laser [1982]

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Por jpbueno em Um Disco Por Dia

Era uma modorrenta terça-feira (o dia internacional do Nada a Acontecer), tava eu todo pimpão dando expediente no office quando chega uma informação via email que o honorável guitarrista, cantor, compositor e baiano Pepeu Gomes, teria grande parte de sua obra solo relançada em CD.

Munido dessa informação, me perguntei: Why?

Munido dessa mesma informação, consultei os botões da camiseta: Quem a essa altura do campeonato iria parar sua vida e comprar um disco de Pepeu?

Muito intrigado e muito curioso, fui atrás pra saber o que sairia, afinal, vai que…. né?

Fui lá eu pesquisar um pouquinho e não é que eu descobri que tinha um monte de gente querendo botar as mãos nesses discos!!! Vá entender, pensei comigo novamente.

Pesquisando a fundo, não é que tem uns discos bons esse danado de Pepeu?

Pepeu sempre foi um guitar hero terceiro-mundista muito bem quisto em todas as praças musicais mundo afora, agora… se ele tinha feito alguma coisa que preste… era outra conversa…

Entonces, capturei esse Um Raio Laser no meio de outros e a bizarrice da capa, que mostra nosso Hendrix tupiniquim com um cabelo e uma mexa verde de dar inveja aos astros do forró eletrônico nowadays, só é superada pela contra capa suprema desse mesmo quitute, com o astro de corpo inteiro soltando um raio laser tosco de sua guitarra “blade-runneriana”.

Coragem irmão, felizmente a bizarrice acaba no campo estético, porque o disco é bom, espantosamente bom.

Pode parecer viagem, mas dá para sacar uma forte presença de Prince circa 1999 ou Around The World In A Day nos momentos mais pops desse álbum. Não era facil escapar da influencia do senhor “púrpura” nos early eighties.

Funk e swingue oitentista de primeira se unem a uma guitarra aguda e frenética para compor este belíssimo exemplar de pop nordestino legitimo e redondo. Um Raio Laser é uma bobagem ensolarada muito bem informada musicalmente e que sobreviveu bem ao tempo.

Tirando os discos ao vivo, que eu não pego bem de jeito nenhum, o relançamento dessa discografia foi deveras oportuna e serve para jogar luz a um momento obscuro do pop brazuca: O pop dos anos 80 feito por artistas com mais de 30 anos. Há mais nessa cumbuca para revirar, mas bateu uma preguiça e eu vou é dar uma espreguiçada…


A1 Fazendo Musica,Jogando Bola
A2 Um Raio Laser
A3 Sonhar
A4 No Céu Do Arpoador
A5 Sabor De Salsa
A6 Planeta Vênus
B1 O Som Esta Solto
B2 Delicado
B3 Agogô (Pra Ralph McDonald)
B4 Olodum Origem Negra Nagô
B5 Faveleira